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Chevrolet perde força no Brasil e enfrenta crise com rede de concessionárias

A Chevrolet perdeu 41,2% das vendas no Brasil entre 2019 e 2025 e caiu da liderança para a terceira posição. Segundo apuração do Autoesporte, a queda também aumentou a pressão sobre a rede de concessionárias, enquanto a BYD se aproxima da marca no mercado brasileiro.

Imagem do logo de um carro chevrolet em alusão a pauta "Chevrolet perde força no Brasil e enfrenta crise com rede de concessionárias"
Foto: divulgação — Notícias do mercado automotivo
Índice
  1. Precisa consultar a situação de um veículo?
  2. Chevrolet perdeu 41,2% das vendas desde 2019
  3. Rede de concessionárias Chevrolet também está insatisfeita
  4. BYD já ameaça posição da Chevrolet
  5. O que explica a queda da Chevrolet?
  6. Chevrolet pode perder ainda mais espaço?
  7. Leia também
  8. Fique um passo à frente das notícias

A Chevrolet perdeu mais de 40% de suas vendas no Brasil em sete anos e agora enfrenta um novo problema: a insatisfação de parte da própria rede de concessionárias. A situação foi revelada em reportagem do Autoesporte, que aponta dificuldades dos lojistas diante da queda de participação da marca e da mudança no mercado brasileiro.

O cenário contrasta com o desempenho da Chevrolet em 2019, quando a fabricante era líder isolada no país. Desde então, Fiat e Volkswagen ganharam espaço, enquanto fabricantes chinesas, como a BYD, passaram a disputar posições que antes pareciam consolidadas.

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Chevrolet perdeu 41,2% das vendas desde 2019

Segundo os dados divulgados pelo Autoesporte, a Chevrolet saiu de 475.684 veículos emplacados em 2019 para 275.965 em 2025. A queda foi de 41,2% no período.

A participação da marca também diminuiu significativamente. De acordo com a apuração, o market share da Chevrolet passou de 17,8% em 2019 para 10,8% em 2025.

Indicador20192025
Vendas Chevrolet475.684275.965
Participação de mercado17,8%10,8%
Posição no mercado1º lugar3º lugar

A perda de espaço chama atenção porque o mercado como um todo não encolheu na mesma proporção. Automóveis e comerciais leves passaram de 2.658.923 unidades em 2019 para 2.549.462 em 2025.

Na prática, a Chevrolet perdeu participação enquanto outras fabricantes conquistaram espaço.

Rede de concessionárias Chevrolet também está insatisfeita

A queda nas vendas chegou diretamente às concessionárias. Conforme relatado do portal especializado, parte dos lojistas entende que a atual dimensão da rede não corresponde mais ao volume de negócios gerado pela marca.

A Chevrolet possui mais de 550 concessionárias no Brasil, segundo a própria fabricante.

De acordo com fontes ouvidas pelo Autoesporte, algumas lojas passaram a enfrentar dificuldades para alcançar volumes considerados suficientes no varejo. O problema é especialmente relevante porque uma parcela significativa dos emplacamentos da marca ocorre por meio de vendas diretas.

A reportagem também aponta que alguns concessionários defendem uma redução no tamanho da rede como uma possível maneira de adequar a estrutura ao atual nível de participação da Chevrolet no mercado.

BYD já ameaça posição da Chevrolet

A transformação do mercado fica ainda mais evidente na disputa pelo terceiro lugar.

Conforme apuração Autoesporte, em agosto de 2026 a Chevrolet emplacou aproximadamente 27,5 mil veículos, enquanto a BYD chegou a 24.467 unidades.

A diferença ficou em pouco mais de 3 mil veículos, colocando a fabricante chinesa muito próxima da Chevrolet no ranking mensal.

A BYD também apresentou forte crescimento na comparação anual. Segundo os números divulgados na reportagem, a alta chegou a 149%.

O movimento mostra como a competição mudou nos últimos anos. Marcas chinesas passaram a disputar segmentos importantes do mercado brasileiro, principalmente com modelos eletrificados e SUVs.

Imagem do logo de um carro chevrolet

O que explica a queda da Chevrolet?

A perda de participação da Chevrolet não tem uma única causa.

A própria reportagem do Autoesporte cita uma sequência de fatores que afetaram a marca desde 2019, incluindo os problemas de abastecimento provocados pela falta de semicondutores durante a pandemia, a perda da liderança do Onix e o avanço das fabricantes chinesas.

Outro ponto mencionado é a percepção negativa em torno da correia banhada a óleo utilizada em determinados motores de três cilindros da marca.

Ao mesmo tempo, o consumidor brasileiro passou a encontrar uma oferta muito maior de modelos, tecnologias e marcas.

O resultado foi uma disputa mais acirrada justamente em segmentos nos quais a Chevrolet historicamente tinha forte presença.

Chevrolet pode perder ainda mais espaço?

A proximidade da BYD aumenta a pressão sobre a Chevrolet, mas não significa que a marca esteja prestes a deixar o mercado brasileiro.

A fabricante continua entre as maiores do país e mantém uma rede superior a 550 concessionárias, além de modelos de grande volume e novos produtos em seu portfólio.

O desafio está em recuperar competitividade e fazer com que a estrutura comercial volte a ser compatível com o tamanho da operação.

Para os concessionários, entretanto, a questão é mais imediata: vender mais veículos no varejo e melhorar a rentabilidade das lojas.

Leia também

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