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Radares com IA: o que muda para o motorista após 2,3 mil multas em SP

Os radares com IA já registraram 2.316 infrações em um mês na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Entenda o que a tecnologia identifica e o que muda na rotina dos motoristas com a expansão desse tipo de fiscalização.

Radares com IA o que muda para o motorista após 2,3 mil multas em SP
Foto: divulgação — Notícias do mercado automotivo
Índice
  1. Radares com IA fiscalizam mais do que a velocidade
  2. O que as 2,3 mil autuações revelam para quem dirige?
  3. Celular ao volante também pode ser flagrado
  4. A IA aplica a multa sozinha?
  5. Onde os radares com IA estão sendo usados?
  6. O que muda na rotina do motorista?
  7. Leia também
  8. Fique um passo à frente das notícias

Os radares com IA já estão mudando a forma como os motoristas são fiscalizados em São Paulo. Em apenas um mês, duas câmeras instaladas na Rodovia Raposo Tavares registraram 2.316 infrações, principalmente por falta de cinto de segurança e uso de celular ou fones de ouvido ao volante. O número mostra que a nova tecnologia vai muito além dos tradicionais radares de velocidade.

De acordo com apuração do portal Autoesporte, os equipamentos começaram a operar em 3 de agosto, nos quilômetros 17 e 18 da Raposo Tavares, na chegada à capital paulista. Entre 3 de agosto e 3 de setembro, foram contabilizadas 2.316 ocorrências. A diferença é que, em vez de olhar apenas para a velocidade do veículo, as câmeras conseguem analisar comportamentos dentro do automóvel.

Radares com IA fiscalizam mais do que a velocidade

A principal mudança para o motorista está justamente no tipo de infração que pode ser identificado.

Os equipamentos instalados na Raposo Tavares conseguem registrar situações como:

  • motorista ou passageiro sem cinto de segurança;
  • condutor utilizando ou manuseando celular;
  • uso de celular ou fones de ouvido durante a condução.

Segundo os dados divulgados sobre o primeiro mês, 1.386 ocorrências foram relacionadas à falta de cinto, enquanto outras 930 envolveram celular ou fones de ouvido.

Isso significa que a presença de um radar no caminho não deve mais ser associada apenas à necessidade de reduzir a velocidade. Com a inteligência artificial, o comportamento do motorista e dos ocupantes também entra no campo de fiscalização.

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O que as 2,3 mil autuações revelam para quem dirige?

O volume registrado em apenas um mês dá uma dimensão de como esse tipo de tecnologia pode ampliar a fiscalização.

Das 1.386 ocorrências relacionadas ao cinto, 779 envolviam motoristas e 607 passageiros. Ou seja, a fiscalização não se limita a quem está conduzindo o veículo: o comportamento dos demais ocupantes também pode resultar em autuação quando houver descumprimento da regra.

O Código de Trânsito Brasileiro determina que o cinto seja utilizado por condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo as situações regulamentadas pelo Contran. Deixar de utilizá-lo é uma infração grave.

Na prática, portanto, quem costuma viajar sem cinto no banco traseiro ou permite que passageiros deixem de utilizá-lo também precisa ficar atento à nova forma de fiscalização.

Celular ao volante também pode ser flagrado

O uso do celular é outro comportamento que ganhou atenção com os novos equipamentos.

Entre as 930 ocorrências registradas nessa categoria, houve casos relacionados ao manuseio do aparelho e outras situações envolvendo celular ou fones de ouvido.

O CTB estabelece regras específicas para o uso de telefone durante a condução. Segurar ou manusear o celular enquanto dirige caracteriza infração gravíssima, enquanto outras condutas relacionadas ao uso de aparelhos podem ter enquadramentos diferentes, conforme a situação registrada.

Para o motorista, a consequência prática é simples: não basta guardar o celular apenas quando avistar um radar. Se a tecnologia estiver instalada em um trecho fiscalizado, o comportamento pode ser registrado durante a passagem pelo equipamento.

A IA aplica a multa sozinha?

Não.

Embora os radares com IA sejam capazes de identificar possíveis infrações automaticamente, as câmeras não funcionam como um sistema que simplesmente detecta a irregularidade e dispara uma multa sem análise.

As imagens registradas são encaminhadas para a Polícia Militar Rodoviária, que verifica o flagrante antes da emissão da autuação. Se a situação não for confirmada, o registro não deve resultar em penalidade.

Essa etapa também é importante para diferenciar o uso da inteligência artificial na fiscalização de uma aplicação automática e irrestrita de multas.

Imagem de um radar de trânsito em alusão a pauta "Radares com IA o que muda para o motorista após 2,3 mil multas em SP"

Onde os radares com IA estão sendo usados?

A tecnologia começou a ser utilizada nos quilômetros 17 e 18 da Raposo Tavares, mas a fiscalização com inteligência artificial não deve ficar restrita a esse ponto.

Há previsão de ampliação do sistema para outros trechos rodoviários, incluindo a Rodovia Castello Branco. Segundo informações divulgadas sobre a expansão, novos equipamentos devem ser instalados em pontos da rodovia, embora o início das autuações nesses locais ainda dependa da implantação e dos procedimentos necessários.

Câmeras com inteligência artificial também vêm sendo utilizadas em outras regiões do estado para ampliar o monitoramento e a identificação de infrações.

O que muda na rotina do motorista?

A chegada dos radares com IA reforça uma mudança importante na fiscalização de trânsito: o motorista precisa estar atento às regras durante todo o trajeto, e não somente quando passa por um radar convencional.

Na prática, alguns cuidados continuam sendo básicos:

  • use o cinto de segurança, inclusive no banco traseiro;
  • não segure nem manuseie o celular enquanto dirige;
  • evite qualquer comportamento que tire a atenção da via;
  • respeite os limites de velocidade e demais regras de circulação;
  • em viagens, organize o uso do celular antes de iniciar o deslocamento.

A tendência é que equipamentos desse tipo sejam utilizados em mais rodovias. Por isso, o caso das 2.316 autuações na Raposo Tavares funciona como um alerta: a inteligência artificial está ampliando o que pode ser observado pelas câmeras de fiscalização.

Para o motorista, isso significa que dirigir de acordo com as regras deixa de ser apenas uma questão de evitar o radar de velocidade. Cinto, celular, atenção e comportamento dentro do veículo também estão no foco da fiscalização.

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