Índice
- Como funciona a reciclagem de veículos da Stellantis?
- Stellantis já recuperou milhares de peças no Brasil
- A Stellantis desmonta carros de outras marcas?
- O que acontece com as peças depois da desmontagem?
- Reciclagem de veículos também virou negócio para a Stellantis
- Por que a reciclagem de veículos interessa ao consumidor?
- O que a economia circular muda no mercado automotivo?
- Stellantis pretende ampliar a operação de reciclagem
- O que isso muda para quem compra um carro usado?
- Reciclagem transforma o fim de um carro em um novo começo
- Leia também
- Fique um passo à frente das notícias
A Stellantis está ampliando sua atuação no mercado de reciclagem e reaproveitamento de veículos no Brasil. Em um ano de operação, o Centro de Desmontagem Veicular (CDV) Circular AutoPeças, em Osasco (SP), já desmontou 1.150 veículos, recuperou mais de 20 mil peças e comercializou mais de 11 mil componentes reutilizados.
A operação faz parte da estratégia de economia circular da empresa e transforma veículos em fim de vida útil em peças que podem voltar ao mercado e materiais destinados ao reaproveitamento ou à reciclagem. No primeiro ano, cerca de 862 toneladas de materiais receberam destinação adequada.
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O Centro de Desmontagem Veicular da Stellantis recebe veículos sinistrados classificados como perda total ou automóveis que chegaram ao fim de sua vida útil. Esses veículos são adquiridos por meio de leilões e passam por um processo estruturado de desmontagem.
Antes da separação dos componentes, os automóveis passam por uma etapa de descontaminação, com a retirada de fluidos como óleos e combustíveis. Depois, os técnicos avaliam as condições do veículo e de seus componentes para definir quais peças podem ser reutilizadas, remanufaturadas ou encaminhadas para reciclagem.
As peças consideradas aptas ao reaproveitamento passam por limpeza, identificação e classificação. Elas também recebem uma etiqueta de rastreamento emitida pelo Detran, permitindo acompanhar a procedência dos componentes comercializados.
Stellantis já recuperou milhares de peças no Brasil
Os resultados do primeiro ano mostram como a operação ganhou escala desde sua inauguração.
Dos 1.150 veículos desmontados em 12 meses, foram recuperadas mais de 20 mil peças para comercialização, enquanto mais de 11 mil componentes reutilizados chegaram ao mercado.
A operação também destinou corretamente aproximadamente 862 toneladas de materiais e quase 14 mil litros de fluidos automotivos. Parte desses materiais pode retornar à cadeia produtiva por meio da reciclagem ou de novas aplicações.
O avanço foi gradual. Em fevereiro de 2026, após seis meses de funcionamento, o centro havia desmontado cerca de 600 veículos e reaproveitado mais de 9 mil peças.
A Stellantis desmonta carros de outras marcas?
Sim. O modelo adotado pela Stellantis também contempla veículos de outras marcas.
A Circular AutoPeças trabalha com peças multimarcas, ampliando o alcance da operação para além dos veículos fabricados pelas marcas do grupo. Componentes que atendem aos critérios de qualidade, segurança e rastreabilidade podem ser preparados para comercialização no mercado de reposição.
Essa característica transforma o centro em uma operação voltada não apenas à própria cadeia da Stellantis, mas também ao mercado de peças automotivas como um todo.
O que acontece com as peças depois da desmontagem?
O destino de cada componente depende das condições encontradas durante a avaliação do veículo.
| Destino | O que acontece |
|---|---|
| Reuso | Peças em condições adequadas são preparadas e comercializadas para utilização em outros veículos |
| Remanufatura | Componentes que podem ser recuperados passam por processos específicos de reconstrução |
| Reciclagem | Materiais que não podem ser reutilizados como peças são encaminhados para reciclagem |
| Reaproveitamento | Matérias-primas e outros materiais podem retornar a diferentes etapas da cadeia produtiva |
Essa lógica está relacionada ao conceito de economia circular, que busca manter produtos, componentes e matérias-primas em uso pelo maior tempo possível.
Na estratégia da Stellantis, o modelo é baseado nos chamados 4Rs: Remanufatura, Reparo, Reuso e Reciclagem. A companhia afirma que o objetivo é prolongar a vida útil dos produtos, reduzir desperdícios e reinserir materiais no ciclo produtivo.
Reciclagem de veículos também virou negócio para a Stellantis
Além da questão ambiental, a reciclagem passou a representar uma nova frente comercial para a empresa.
A Circular AutoPeças já comercializa componentes reutilizados por canais físicos e digitais e, em agosto de 2026, lançou seu próprio e-commerce para ampliar a venda de peças recuperadas no Centro de Desmontagem Veicular.
O projeto também se conecta ao mercado de pós-venda. Atualmente, o portfólio da Circular AutoPeças conta com mais de 500 componentes, entre peças remanufaturadas, reparadas e reutilizadas.
Assim, um veículo que não voltará às ruas pode continuar gerando valor por meio de seus componentes e materiais.
Por que a reciclagem de veículos interessa ao consumidor?
Para o consumidor, a expansão desse mercado pode representar mais opções para encontrar peças usadas com procedência e rastreabilidade.
No caso da Circular AutoPeças, os componentes destinados ao reuso passam por avaliação e recebem identificação individual antes de serem comercializados. A operação também segue critérios de rastreabilidade e conformidade relacionados ao processo de desmontagem.
Isso é especialmente importante para quem procura uma peça usada e precisa considerar não apenas o preço, mas também a origem, a compatibilidade e as condições do componente.

O que a economia circular muda no mercado automotivo?
A estratégia da Stellantis mostra uma mudança na maneira como a indústria pode lidar com veículos que chegam ao fim de sua vida útil.
Em vez de tratar o automóvel apenas como um conjunto de materiais destinados ao descarte, a desmontagem permite separar componentes que ainda possuem valor econômico e materiais que podem retornar à cadeia produtiva.
A Stellantis afirma que o reaproveitamento de componentes automotivos pode reduzir em até 80% o consumo de matérias-primas e em até 50% as emissões de CO₂ em comparação com peças novas equivalentes, segundo os parâmetros apresentados pela companhia.
A estratégia também vai além do CDV de Osasco. A Stellantis mantém iniciativas de economia circular em outros mercados e trabalha para ampliar o ecossistema de reutilização, remanufatura, reparo e reciclagem.
Stellantis pretende ampliar a operação de reciclagem
O Centro de Desmontagem Veicular de Osasco tem capacidade instalada para desmontar até 8 mil veículos por ano, bem acima das 1.150 unidades processadas durante o primeiro ano.
A empresa aponta como próximos passos o aumento da disponibilidade de peças reutilizadas, o fortalecimento das operações de remanufatura e recondicionamento e a expansão dos canais de comercialização.
A estratégia também já inclui outras iniciativas. O ecossistema regional da Stellantis conta, por exemplo, com um Centro de Recondicionamento Veicular em Betim (MG), que já recondicionou mais de 500 veículos em pouco mais de três anos de operação.

O que isso muda para quem compra um carro usado?
A expansão da reciclagem e do desmonte regulamentado também reforça a importância de conhecer a trajetória de um veículo antes de uma negociação.
Um carro pode ter passado por sinistro, leilão ou outras ocorrências que interferem em sua situação e no seu valor. Por isso, consultar informações do veículo pela placa pode ser uma etapa útil antes de fechar negócio.
O BuscaSim permite reunir diferentes informações sobre um veículo em uma consulta, incluindo dados relacionados à situação financeira, restrições, histórico e outras características do automóvel.
A consulta não substitui os registros e procedimentos dos órgãos oficiais, mas pode funcionar como uma etapa inicial de investigação para quem quer conhecer melhor o veículo antes de tomar uma decisão.
Reciclagem transforma o fim de um carro em um novo começo
A operação da Stellantis mostra como um veículo que chegou ao fim de sua vida útil pode continuar movimentando a cadeia automotiva.
Em apenas um ano, o Centro de Desmontagem Veicular de Osasco desmontou 1.150 veículos, recuperou mais de 20 mil peças e destinou aproximadamente 862 toneladas de materiais para reaproveitamento e reciclagem.
A iniciativa conecta sustentabilidade, mercado de reposição e economia circular, ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades para peças e materiais que antes poderiam ser tratados apenas como resíduos.
Para o consumidor, a mudança também reforça a importância de conhecer a procedência dos veículos e dos componentes utilizados no mercado automotivo.
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